Prosa (Romance)
De acordo com o dicionário, prosa é: ‘‘expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem metrificação intencional e não sujeita a ritmos regulares’’, a prosa se difere da poesia, cujo a base é a expressão dos sentimentos e emoções.
Prosa é um discurso direto, algo livre, não busca sonoridade ou rima. A prosa procura ser objetiva e dentro desse campo, existem dois tipos de prosa que predominam na mente autoral: demonstrativa e narrativa, que em muitos casos podem ter um tom denotativo ou conotativo.
A prosa demonstrativa pode ser vista em textos jornalísticos, textos didáticos, pesquisas ou cartas, tal estilo também é conhecido como prosa não literária. Já a prosa narrativa, tem em vista um conteúdo ficcional, ou seja, romances, crônicas, novelas, textos teatrais etc. Esse estilo é conhecido como prosa literária.
Além destes estilos, temos também a prosa poética ou poesia em prosa. Este texto mantém a forma de prosa, entretanto, apresentam algumas formas poéticas, como, metáfora, a sonoridade das frases, aliterações etc.
Agora, vamos a um exemplo mais claro em relação a prosa: romance.
O Romance faz parte da prosa narrativa ou prosa literária. E por que o romance se encaixa no gênero prosa? Justamente por ser uma história de fatos criados, longa, com uma ampla gama de personagens e que normalmente traz um conteúdo fictício, onde o autor visa contar uma história podendo ou não fazer alusões com a realidade. O seu texto corrido, com diálogos sem necessitar de rimas ou sonoridade é outro ponto trazido pelo romance. Abaixo um trecho do livro ‘’Memórias póstumas de Brás cubas’’ de machado de Assis:
Capítulo VII
O delírio
‘’...Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino.
-Engana-se – replicou o animal - , nós vamos à origem dos séculos.
- Insinuei que deveria ser muitíssimo longe; mas o hipopótamo não me entendeu ou não me ouviu, se é que não fingiu uma dessas coisas; e, perguntando-lhe, visto que ele falava, se era descendente do cavalo de Aquiles ou da asna de Balaão, retorquiu-me com um gesto peculiar a estes dois quadrúpedes: abanou as orelhas...’’
Neste capítulo, onde Brás cubas, o personagem principal do romance de Assis, conta o que lhe passou em sua mente durante um processo de delírio. No trecho, podemos ver um texto corrido, sem rimas, com uma conversa que flui de forma natural.
Além de um texto corrido, que exemplifica texto em prosa:
Você é igual a mim.
Somos iguais...
Não sabe ajudar e tampouco ser ajudado.
O seu passado atormenta seu presente e limita seu futuro.
A frieza se torna satisfatória.
As pessoas nos corrompem, não existe motivo para confiar nelas.
Buscamos o nosso eu, o nosso nirvana, mas sabemos que sozinhos não iremos longe.
Somos cegos, pois não vemos o bem que nos surge e tenta caminhar conosco.
Somos orgulhosos, pois imaginamos que conseguiremos tudo com a nossa mente colocada "no lugar" certo.
Somos soberbos, ninguém melhor do que nós mesmos para resolvermos nossos problemas.
Nosso futuro é pensar no passado.
Guardamos o que não queremos e soltamos para quem não devemos.
Tentamos sorrir, tentamos viver, mas o peso nos detém.
Perdemos boas pessoas por conta da nossa própria ignorância.
Mas não temos culpa disso, confiamos nas pessoas erradas, efetuamos atos e obras de forma equivocada e hoje sofremos as consequências.
A indecisão predomina a nossa alma, de modo que não conseguimos ser concretos com nada que buscamos.
Triste é a vida de quem tenta caminhar ao nosso lado... Triste é a vida.
Helton de Aquino.
Comentários
Postar um comentário